A caminho dos Jogos Olímpicos de 2016
Os atletas da USP saem na frente. E já começam a se preparar em diversas modalidades para representar o País. Estudantes de diversas unidades vão receber bolsas e apoio para serem os futuros campeões
Eles já estão se preparando para os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos de 2016. Em treinos diários, suam a camisa da USP. E garantem: serão os futuros campeões que representarão a Universidade e o Brasil. No dia 28 de junho, o reitor João Grandino Rodas recepcionou os oito atletas e 12 estagiários de diversas unidades selecionados para integrar o projeto A USP nos Jogos Olímpicos e Jogos Paraolímpicos 2016 – Programa de Incentivo e Suporte Técnico Esportivo. Eles assinaram a outorga das bolsas, que têm os mesmos valores e seguem as mesmas regras das entidades financiadoras de pesquisa e do Ministério do Esporte.
Atleta de categoria internacional da modalidade Vela, João Augusto Hackerott, 23 anos, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), está aproveitando as férias para intensificar os treinos. Veleja no Rio de Janeiro, na Ilha Bela e também na Represa Guarapiranga, onde começou no esporte quando tinha 6 anos. “O meu pai, Fernando Ricardo Hackerott, é um grande atleta”, conta. “Sempre me dá a maior força.”

Diana Mathias (no alto) e João Hackerott (acima): com o incentivo da USP, atletas podem se empenhar mais nas atividades esportivas
Maior força. É o que João Hackerott e outros atletas reconhecem ter recebido da USP. “A maior vantagem é que hoje não somos vistos apenas como estudantes, mas também como atletas reconhecidos pela Universidade. O dinheiro também é importante, já que, no meu caso, a vela é um esporte caro e eu preciso de alguma fonte de renda para bancar as viagens.”
Também Diana de Freitas Mathias, 23 anos, aluna do segundo ano de Ciências da Atividade Física da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), está empenhada. Atleta de categoria estadual da modalidade Taekwondo, foi campeã paulista e brasileira em 2011 e vice-campeã do campeonato paulista deste ano. “Comecei no esporte quando tinha 11 anos. Com o incentivo que estamos recebendo, vou poder me empenhar muito mais. Tenho certeza de que a USP ainda vai subir mais no ranking com essa energia boa de seus atletas.”
O reitor João Grandino Rodas, fiel são-paulino, já está na torcida. Não conseguir se dedicar a um esporte é uma de suas frustrações. “Mesmo na ginástica, eu começo e depois paro por falta absoluta de tempo.” Porém, acredita no futuro e dinamismo dos estudantes. “Todos vocês agora são os embaixadores deste programa”, afirmou dirigindo-se aos atletas. “Esta iniciativa pretende inserir, cada vez mais, o esporte no cotidiano da Universidade. Acredito que este Programa de Incentivo e Suporte Técnico Esportivo é a minha colaboração para as futuras administrações da Universidade.”
Na coordenação geral está o professor Alberto Carlos Amadio. Com a sua trajetória pontuada na área de educação física, ele também aposta no futuro dos atletas. Lembrou que o projeto foi instituído em 3 de dezembro de 2010. “No decorrer de um ano e meio, estruturamos o programa até esta primeira etapa”, explicou. “A USP irá aplicar, nesta iniciativa, investimentos de 4,2 milhões.”
Esses valores vão ser aplicados em diversas ações: pesquisa, avaliações de equipes e atletas nacionais, educação continuada de atletas e treinadores, suporte e treinamento de equipes olímpicas e paraolímpicas brasileiras e estrangeiras e apoio a atletas integrantes do quadro de alunos, funcionários e professores. Amadio destacou que mais R$ 13 milhões também serão destinados a reformas dos centros esportivos dos campi da Universidade.
Atletas qualificados – Todos os atletas selecionados têm qualificação estadual, nacional ou internacional, que é uma das regras para integrar o programa. A principal meta é inserir a USP técnica, científica e pedagogicamente nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. O coordenador executivo, Valdir José Barbanti, observou, no entanto, que o programa não tem o compromisso de preparar os atletas. “A USP, numa iniciativa pioneira entre as instituições de ensino público superior, prestará suporte e auxílio aos atletas bolsistas da Universidade e também da comunidade externa, porém todos devem atender aos requisitos de seleção.”

O reitor João Grandino Rodas e o professor Alberto Carlos Amadio entre os atletas: pioneirismo na academia
Na Raia Olímpica da Cidade Universitária, os atletas da modalidade de remo aproveitam as férias para treinar. Bianka Miarka é remadora internacional e aluna de doutorado da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). “Comecei na categoria há quatro anos e tenho me dedicado bastante.” Um empenho que resultou, no ano passado, no título de campeã brasileira no barco Single Skiff. Também foi finalista dos Jogos Pan-Americanos de 2011 nos barcos Four Skiff e Double Skiff.
Outros remadores da USP também estão saindo na frente, como Ana Luiza Lopes Pallasão, do quarto ano do curso de Odontologia e atleta de categoria estadual; Arthur Gola de Paula, do segundo ano de Engenharia Mecatrônica da Escola Politécnica e atleta nacional; e Gabriel Alves de Moraes, categoria nacional, que está no segundo ano na EEFE. Na modalidade Natação está Gabriele Matias Avelino do Bonfim, do primeiro ano do curso de Ciências da Atividade Física da EACH. É atleta da categoria estadual, alcançando o segundo lugar no Revezamento 4×50 livres no Campeonato Brasileiro Júnior, em 2011, e o terceiro lugar no campeonato brasileiro de 2012. Também Augusto de Paula Felipe está na EACH, no quarto ano do curso de Ciências de Atividade Física. É atleta internacional na modalidade Hóquei sobre grama. Foi vice-campeão dos Jogos Pan-Americanos Challenge de 2011.










