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A Universidade em alta nos rankings

Publicado por admin - Monday, 20 October 2014

A USP: novas conquistas nos rankings internacionais

AVALIAÇÃO

Times Higher Education e Scimago revelam o bom desempenho da USP nas categorias pesquisa e ensino

“A oscilação recente dos rankings não significa que de um ano para outro houve alguma grande alteração nas estratégias da Universidade. A subida não ocorreu porque foram tomadas medidas fora do comum, como a contratação de docentes com prêmio Nobel. No caso, a subida nesses rankings revela apenas que estávamos bem e que continuamos assim. É um crescimento natural, resultado do trabalho já realizado.” Essa é a avaliação do pró-reitor de Pesquisa da USP, professor José Eduardo Krieger, a respeito do desempenho da Universidade em dois dos principais termômetros do ensino superior mundial, o Times Higher Education (THE) e o Scimago.

Divulgado no início de outubro, o ranking britânico Times Higher Education (THE, na sigla em inglês) revelou que a USP saiu da faixa situada entre o 226º e o 250º lugar para ficar entre a 201ª e a 225ª posição. O THE lista as melhores universidades mundiais e possui as tabelas internacionais mais completas para julgar universidades de classe mundial em suas principais missões – ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional.

Desenvolvido a partir da base de dados da Thompson Reuters, o ranking é composto por 13 indicadores, subdivididos em cinco categorias: ambiente de ensino, inovação, internacionalização, pesquisa (em termos de volume, investimento e reputação) e citações dos artigos publicados (impacto da pesquisa).  Ensino e pesquisa foram as categorias de melhor desempenho da USP dentro do indicador.

Krieger ressalta que os rankings podem ser tomados como indicadores de fragilidades passíveis de serem corrigidas. Mas não devem nortear mudanças estratégicas nas organizações. “Podemos ver alguma debilidade através do ranking e tentar mudar, se isso for interessante para a nossa estrutura e nossos objetivos. Mas não acho que a estratégia da Universidade deve ser estruturada para atender aos rankings”, afirma o professor.

Krieger: crescimento natural

Trabalho – Para a pró-reitora de Pós-Graduação da USP, professora Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco, o bom desempenho no quesito ensino também reflete o trabalho realizado ao longo dos anos. “O grande número de prêmios que a USP vem recebendo nacionalmente para teses e dissertações talvez seja mais um sinalizador, reforçando o que foi revelado no Times Higher Education. Só nos destaques da Capes, a USP ficou com 13 das 48 premiações oferecidas a universidades de todo o País. Isso significa um terço da excelência nacional”, afirma a pró- reitora.

O The Times também divulga anualmente um survey realizado com acadêmicos de todo o mundo para qualificar a reputação mundial das universidades. Divulgado em março, o 2014 World Reputation Ranking colocou a USP entre as cem universidades com a melhor reputação em todo o mundo. A USP ficou na posição 81-90. É a única representante do Brasil e de toda a América Latina entre as cem universidades com melhor reputação.

O ranking engloba instituições de ensino superior de 19 países. O grupo das cem representa 0,5% do total de universidades mundiais.

O Word Reputation Ranking de 2014 se baseou nas respostas de 10.536 acadêmicos de 133 países, numa rodada de consultas realizada de março a maio de 2013. A excelência na pesquisa e no ensino são os principais critérios para o indicador. A pontuação das instituições depende do número de vezes que cada uma foi citada pelos entrevistados.

Artigos – Entre as instituições de pesquisa mundiais avaliadas em 2014, a USP ficou na 10ª posição no SCImago Institutions Rankings (SIR, na sigla em inglês), um ponto à frente da edição passada. Divulgado em agosto, o ranking espanhol avaliou 4.851 instituições de pesquisa em 2014. O ranking anual elaborado pelo laboratório de pesquisa SCImago Lab, ligado ao  Consejo Superior de investigacines Científicas (CSIC), tem como principais critérios os indicadores para avaliação de pesquisas, a especialização temática, a quantidade de publicações e ainda a colaboração internacional com redes de outras instituições.

No SIR World Report, a USP é considerada a universidade brasileira que mais publicou artigos científicos entre os anos de 2008 e 2012. Entre instituições globais de ensino superior, a USP fica em quarto lugar no ranking mundial de publicações, com 48.156 trabalhos publicados entre 2008 e 2012. A USP é também a primeira da América Latina no quesito inovação e ocupa o 130º lugar entre as 2.713 instituições avaliadas globalmente nessa categoria.

No que se refere ao quesito website size, que avalia a visibilidade na web, a USP ficou em 55ª posição entre 4.721 instituições, sejam governamentais, da saúde, de ensino superior, privada e outras. Consideradas apenas 2.699 instituições de ensino superior, a USP fica em 35º lugar.

USP continua em primeiro no RUF

Bernadette: trabalho premiado

No Ranking Universitário Folha (RUF), divulgado em setembro, a USP permanece como a melhor instituição de ensino superior do país. A USP mantém a posição por três anos consecutivos, desde que a pesquisa foi publicada pela primeira vez, em 2012.

O RUF foi criado pelo jornal Folha de S. Paulo e avalia 192 universidades brasileiras públicas e privadas, a partir de cinco indicadores: pesquisa acadêmica, qualidade do ensino, avaliação do mercado de trabalho, internacionalização e inovação. Dos cinco indicadores, a USP é líder em três: pesquisa, mercado e inovação. O segundo lugar ficou com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a terceira colocação ficou com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A Unicamp ficou na quinta posição e em sexto lugar ficou a Unesp.

O RUF também divulgou em setembro o ranking dos cursos de graduação com maior número de ingressantes. A USP foi considerada a melhor em 20 dos 40 cursos avaliados.