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O campus mais protegido

Publicado por thiagocastro96@gmail.com - Monday, 14 September 2015

USP assina termo com a Secretaria da Segurança Pública para implantação do policiamento comunitário na Cidade Universitária

Foi assinado no dia 8, terça-feira da semana passada, o termo de cooperação entre a USP e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, que visa à implantação do policiamento comunitário na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira. O documento prevê também o treinamento e aperfeiçoamento da atividade funcional dos integrantes da Guarda Universitária e a criação do Conselho Comunitário de Segurança.

A implantação do policiamento comunitário, já a partir do dia 9, se dá por meio do sistema japonês Koban, que se caracteriza por ser um modelo que prioriza a fixação dos mesmos policiais militares na região do campus, possibilitando a familiarização entre eles e a comunidade local, de forma a construir um vínculo de colaboração e confiança. A implantação do policiamento comunitário estava marcada inicialmente para o dia 7 – como o Jornal da USP anunciou na edição da semana passada –, mas foi adiada para o dia 9 a fim de que, antes, ocorresse a assinatura do acordo.

A base comunitária de segurança será instalada na Praça do Relógio. O contingente inicial deverá ser de 34 policiais, mas será ampliado para 42 nas próximas semanas, quando será concluída a preparação dos agentes. Os policiais terão perfil próximo ao dos estudantes, com formação universitária e até 26 anos de idade, e usarão um colete distintivo, com os logotipos da Polícia Militar e da Universidade.

Zago e Alexandre de Moraes selam parceria: contingente inicial é de 34 policiais. Foto: Ernani Coimbra

Pelo modelo proposto, os policiais têm como foco o combate aos crimes praticados contra alunos, professores e funcionários. Problemas disciplinares e a vigilância patrimonial de rotina estão a cargo do corpo de seguranças da USP.

“Este é um passo significativo para aumentar, em primeiro lugar, a segurança das pessoas que aqui transitam e, em segundo lugar, para expressar a confiança que a USP deposita na democracia instalada no País, que tem instrumentos suficientes para garantir o respeito aos direitos humanos, elemento fundamental da vida em sociedade”, destacou o reitor Marco Antonio Zago, em coletiva concedida à imprensa logo após a assinatura do termo.

O reitor enfatizou que as discussões sobre o modelo, entre a USP e a Secretaria, com participação da Comissão de Direitos Humanos da Universidade, tiveram início em janeiro deste ano.

O secretário Estadual da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, afirmou que “o modelo é inovador, moderno e diferenciado”. O secretário, que também é docente da Faculdade de Direito, lembrou que sua vida acadêmica teve início na USP em 1986.

Treinamento – O termo assinado entre a USP e a SSP prevê a realização de cursos de aperfeiçoamento para a capacitação da Guarda Universitária. Os cursos serão ministrados pela Polícia Civil e Militar, com conteúdo programático na área da segurança pública, a fim de garantir uma atuação mais integrada da Guarda com os demais setores responsáveis pela segurança da população.

Além disso, será criado, em até 30 dias, o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) dentro da Cidade Universitária. O grupo será formado por representantes das Polícias Civil e Militar, professores, funcionários e alunos. Serão feitas reuniões mensais, abertas à comunidade acadêmica, para que haja maior interlocução entre as partes envolvidas, além da possibilidade de dialogar e aperfeiçoar a atuação no campus.

Aliado ao modelo de policiamento comunitário, desde o final do ano passado o campus conta com um novo sistema de iluminação, que ampliou de 3,2 para 7 mil os pontos de luz. Também está em fase de licitação o sistema de monitoramento das áreas comuns do campus, com a instalação de mais de 450 câmeras.

Segundo o superintendente de Prevenção e Proteção Universitária, José Antonio Visintin, a licitação será feita em cinco etapas e a previsão é que, até o final de 2016, uma parte das câmeras já esteja instalada.

No dia 6, recebeu alta do Hospital Universitário (HU) o estudante Alexandre Simão de Oliveira Cardoso, de 28 anos, aluno do quarto ano do curso de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), baleado no dia 1º setembro, após uma tentativa de assalto no campus.