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Pesquisadores da USP investigam diagnóstico científico do vírus

Publicado por leticiapfuentes@gmail.com - Tuesday, 26 January 2016

Grupo de pesquisa do ICB trabalha em conjunto com outros institutos para desvendar o agente etiológico da doença que está causando pânico na população

MARIA BEATRIZ BARROS
Para alguns pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, não houve Natal nem Ano Novo. Duas equipes do ICB, parte de uma parceria entre diversos polos de pesquisa, como a Universidade de Campinas e o Instituto de Medicina Tropical, passaram as festas estudando o zika vírus. O agente etiológico foi isolado pelo Instituto Evandro Chagas, de Belém (PA), de uma criança que nasceu com microcefalia no Ceará.
O professor Edison Durigon, responsável pelo Laboratório de Virologia do ICB, explica que, baseado em sua pesquisa, “o diagnóstico do vírus poderá ser feito por PCR (Polymerase Chain Reaction) em tempo real. É um método bastante preciso e sensível, que detecta o vírus no sangue e na urina”. Segundo ele, grande parte dos laboratórios da rede pública e privada já possui o equipamento em questão.
Já o ramo da pesquisa que está sendo desenvolvida pela equipe de Jean Pierre Schartzmann, do Laboratório de Interações Neuroimunes, também do ICB, está estudando a relação do zika vírus com a microcefalia. “In vitro, nós fazemos a inserção do vírus em células neuronais para ver se ele as infecta, replica ou provoca algum tipo de alteração visível morfologicamente. In vivo, fazemos testes em camundongos”, explica ele.
A intenção de Durigon de trabalhar nas festas de fim de ano foi proporcionar à rede de saúde de São Paulo um parâmetro diagnóstico para o zika vírus à disposição para ser utilizado na primeira semana de 2016. Por sua vez, a pesquisa de Schartzmann, que faz a relação entre o agente etiológico e a microcefalia, demorará um pouco mais para produzir resultados.